
“O centurião Caio Cássio Longino cujo nome deriva da expressão grega que designa “uma lança” – viveu nos primeiros séculos e foi o centurião que, por ordens de Pilatos, permaneceu aos pés da cruz de Jesus com outros soldados. Também foi Longuinho que atravessou o lado do corpo de Jesus com uma lança, ao invés de quebrar as pernas dele, como acontecia com outros crucificados. A passagem está narrada no Evangelho de São João:
Publicidade “Como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34).
Há também uma tradição que diz que ele tinha sérios problemas de visão e estava ficando cego. Entretanto, após perfurar o Senhor, uma gota de sangue caiu nos seus olhos e ele passou a enxergar perfeitamente. Esta e outras manifestações da natureza que aconteceram depois da crucificação o fizeram reconhecer: “Verdadeiramente, este Homem [Jesus] era Filho de Deus”.
Depois disso, ele converteu-se e abandonou o exército. Refugiou-se na Capadócia, onde se tornou monge. Porém, sua identidade foi descoberta e ele foi perseguido. Como não quis abandonar sua fé cristã, foi torturado até a morte, tendo a língua e os olhos arrancados.
Mil anos depois, em 999, Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II.
A tradição dos três pulinhos
Até hoje, São Longuinho é invocado por quem precisa encontrar algum objeto perdido. Diz-se que ele era um homem baixinho e que, servindo na corte de Roma, vivia nas festas. Nesses ambientes, por sua pequena estatura, conseguia ver o que se passava por baixo das mesas e sempre encontrava pertences de pessoas. Os objetos achados eram devolvidos aos seus donos. Assim, teria surgido o costume de pedir-lhe ajuda para encontrar o que se perdeu. Em agradecimento, segundo a tradição, são oferecidos três pulinhos e uma oração.
Diz-se também que essa forma de agradecimento seria pelo fato de o soldado ser manco. Outra explicação afirma que os pulinhos remetem à Santíssima Trindade.”
